Resumo rápido
gerado por IA · pode conter imprecisõesO preço mínimo de venda é o valor em que a venda empata: ele cobre o custo do produto, as tarifas do marketplace e o imposto, e deixa zero de lucro. A fórmula é custos em reais dividido por (1 menos a soma dos percentuais), porque comissão, imposto e anúncios incidem sobre o preço final e não sobre o custo. Abaixo desse piso, cada unidade vendida tira dinheiro do seu bolso, e vender mais só aumenta o prejuízo.
- O preço mínimo de venda é o ponto em que a unidade se paga: nele a venda cobre custo, tarifa e imposto e sobra R$ 0,00 de lucro.
- Custos em percentual não podem ser somados por cima do custo do produto; eles entram no divisor da fórmula, porque são cobrados sobre o preço final.
- A comissão da Amazon varia entre 10% e 15% conforme a categoria, e a tarifa por unidade do DBA é de R$ 6,75 na faixa de R$ 50,00 a R$ 78,99 (página oficial consultada em 26/08/2026).
- No Mercado Livre o custo fixo deixou de depender apenas do preço e passou a variar com o tipo de logística do anúncio, então dois anúncios do mesmo produto podem ter pisos diferentes.
- Campanha e cupom não mudam o piso: eles obrigam o preço de tabela a subir o suficiente para que o valor final continue acima dele.
Você deu desconto para girar mais rápido, o anúncio vendeu bem e no fim do mês sobrou menos do que no mês fraco. Na maioria das vezes o motivo é um só: o preço praticado ficou abaixo do piso daquele produto, e cada unidade vendida passou a tirar dinheiro do seu bolso em vez de colocar.
Esse piso tem nome. É o preço mínimo de venda, o valor em que a venda empata: paga o produto, paga o que o marketplace cobra, paga o imposto e deixa exatamente zero de lucro. Saber onde ele está é o que separa uma promoção de um prejuízo com aparência de sucesso.
O que é o preço mínimo de venda?
É o menor preço em que a venda ainda se paga sozinha. Nele, o dinheiro que entra cobre o custo do produto, as tarifas do canal, o frete que fica com você e o imposto sobre a nota, sem sobrar nem faltar nada. Um centavo abaixo disso e a operação passa a financiar o comprador.
Duas observações que evitam confusão logo no começo.
A primeira: o preço mínimo é por produto e por canal, não por empresa. Ele responde "esta unidade se paga?", e não "a empresa fecha o mês no azul?". Aluguel, pró-labore e assinatura de ferramenta ficam de fora dessa conta, porque não mudam quando você vende uma peça a mais.
A segunda: piso não é preço de tabela. Ninguém deveria anunciar no preço mínimo, já que ele entrega lucro zero. Ele serve como linha que você não atravessa quando o concorrente baixa, quando entra campanha ou quando o comprador pede desconto no chat.
Como calcular o preço mínimo de venda?
A conta tem um passo que a maioria das planilhas erra. Separe os custos em dois grupos: os que já vêm em reais (produto, embalagem, tarifa fixa, frete que sai da sua conta) e os que são percentuais do preço (comissão do canal, imposto, investimento em anúncios). Some cada grupo e divida.
A fórmula fica assim:
preço mínimo = custos em reais ÷ (1 menos a soma dos percentuais)
O erro comum é somar o percentual por cima do custo. Um produto de R$ 40,00 num canal que cobra 12% de comissão, com 4% de imposto, não fecha em R$ 46,40. Nesse preço, os 16% incidem sobre R$ 46,40 e devolvem R$ 7,42 de tarifa e imposto, e sobram R$ 38,98 para pagar um produto que custou R$ 40,00. A conta nasce negativa, e é por isso que os percentuais entram no divisor: eles são cobrados sobre o preço final, não sobre o custo.
O que vai em cada grupo:
- Em reais: custo de compra ou de produção, embalagem, etiqueta, tarifa fixa por unidade e a parte do frete que o vendedor paga.
- Em percentual: comissão da categoria, imposto sobre a venda e a verba de anúncios que você aceita gastar naquele produto.
Se você ainda não sabe quanto o seu produto custa de verdade, essa é a hora de fechar esse número antes de tudo. Custo errado na entrada vira piso errado na saída, e o resto da conta só carrega o engano para frente.
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Quanto dá esse piso na prática?
Vale ver com números que existem. O exemplo é um produto de custo R$ 40,00 vendido na Amazon, na categoria Casa, com entrega pelo DBA e imposto de 4%. A tabela oficial de preços da Amazon, consultada em 26/08/2026, traz comissão de 12% nessa categoria e tarifa de R$ 6,75 por unidade entre R$ 50,00 e R$ 78,99.
A mesma página mostra que a comissão do canal vai de 10% a 15% conforme a categoria, então o percentual que entra na sua conta pode ser diferente deste. Vale conferir o da sua antes de fixar qualquer piso.
Os 4% de imposto vêm da 1ª faixa do Anexo I do Simples Nacional (comércio), que vale para receita bruta de até R$ 180.000,00 em doze meses, conforme a Lei Complementar 123/2006.
Aplicando a fórmula: R$ 46,75 de custos em reais dividido por 0,84 dá R$ 55,6547. Piso sempre se arredonda para cima, então o número que vale é R$ 55,66.
| Linha da venda | Valor |
|---|---|
| Preço de venda | R$ 55,66 |
| Custo do produto | −R$ 40,00 |
| Comissão de 12% (categoria Casa) | −R$ 6,68 |
| Tarifa por unidade do DBA (faixa de R$ 50,00 a R$ 78,99) | −R$ 6,75 |
| Imposto de 4% (Simples Nacional, Anexo I, 1ª faixa) | −R$ 2,23 |
| Sobrou | R$ 0,00 |
R$ 55,66 é o ponto em que a venda paga a si mesma. Anunciar a R$ 54,90 porque "é um número mais bonito" deixa cada unidade no vermelho em pouco mais de R$ 0,60, e cem unidades transformam isso em mais de R$ 60,00 pagos para trabalhar. Repare também que a tarifa de R$ 6,75 só vale enquanto o preço fica na faixa dela: mudou de faixa, a conta precisa ser refeita.
Se quiser ver a mesma conta com as suas tarifas em vez das do exemplo, a calculadora da Amazon faz o caminho completo.
Por que o preço mínimo muda no Mercado Livre?
Porque a estrutura de custo do canal é diferente, e mudou em 2026. A documentação oficial para desenvolvedores do Mercado Livre, na página de custos por vender, diz que a taxa de venda é sempre uma porcentagem do preço conforme a categoria, e que o custo fixo deixou de depender apenas do preço do produto.
O que a mesma página descreve para o Brasil, em regra: acima do limite de frete grátis obrigatório do site não há cobrança de custo fixo em nenhum caso; abaixo desse limite, em Mercado Envios 2, apenas o Flex gera cobrança de custo fixo, enquanto anúncios em ME1 ou envio personalizado sempre pagam.
Na prática, isso significa que, abaixo do limite de frete grátis, dois anúncios do mesmo produto e do mesmo preço podem ter pisos diferentes só porque a modalidade de envio é outra. Antes de fechar o preço mínimo de um SKU no Mercado Livre, vale olhar em qual logística ele está. Quem quiser o detalhe do que mudou pode ler o que mudou no custo fixo do Mercado Livre em 2026, e a calculadora do Mercado Livre já traz os campos separados.
Como achar o seu piso na Shopee?
O caminho é o mesmo, com uma atenção a mais na hora de pegar o percentual. A Shopee publica a política de comissão vigente na Central de Educação do Vendedor, com regras próprias para 2026 e distinção entre vendedor CNPJ e CPF. É de lá que sai o número que entra no divisor da sua conta.
Vale conferir qual percentual está valendo para a sua conta antes de fixar o piso, e não repetir o do ano passado de memória. Se o valor que cai na sua conta costuma vir menor do que o esperado, o post sobre por que o repasse da Shopee vem menor explica de onde vem a diferença, e a calculadora da Shopee monta a simulação com os campos do canal.
O desconto da campanha cabe acima do piso?
Só se o preço de tabela tiver folga suficiente. Campanha, cupom e desconto progressivo saem do preço antes de qualquer outra coisa, então o piso não muda: o que precisa subir é o preço anunciado. A conta é a mesma fórmula, aplicada de novo sobre o desconto combinado.
No exemplo acima, o piso ficou em R$ 55,66. Para entrar numa campanha de 15% de desconto sem furar esse piso, o preço de tabela precisa ser de pelo menos R$ 65,49, porque R$ 65,49 menos 15% dá R$ 55,67. Anunciar a R$ 59,90 e aplicar os mesmos 15% entrega pouco menos de R$ 51,00 no caixa, quase cinco reais abaixo do ponto em que a venda se paga.
É o mesmo raciocínio para o frete que você banca em promoção: ele entra no bloco dos custos em reais e empurra o piso para cima. Não existe desconto neutro, existe desconto que cabe e desconto que não cabe.
O que fazer depois de achar o preço mínimo?
Guardar o número e revisá-lo quando alguma peça da conta mudar. O piso não é permanente: ele se move quando o fornecedor reajusta, quando a comissão da categoria muda, quando o produto troca de faixa de tarifa, quando a empresa muda de faixa do Simples ou quando você decide investir em anúncios naquele SKU.

Com poucos SKUs, uma planilha bem feita resolve. O trabalho cresce quando o catálogo cresce, porque o piso é por produto e por canal, e as tarifas não são iguais nos três. É esse o ponto em que a Lupfy costuma entrar: ela abre cada pedido já sincronizado e mostra o que sobrou daquela venda usando a comissão, a tarifa, o frete e o imposto do próprio pedido, em vez de uma média do mês. Quando o canal ainda não informou alguma dessas linhas, o campo aparece vazio, nunca como zero, porque tarifa desconhecida exibida como R$ 0,00 é o jeito mais rápido de inflar um lucro que não existe.
Se o que você quer agora é medir o que já foi vendido, e não achar o piso do que ainda vai ser anunciado, o caminho é o outro: como calcular margem de lucro em marketplace trata da conta feita depois da venda, com os erros que mais aparecem. E se a dúvida for quanto cada canal cobra na mesma venda, as taxas de Mercado Livre, Amazon e Shopee em 2026 trazem a comparação lado a lado.
Achar o preço mínimo de venda não faz ninguém vender mais. Faz você saber, antes de dar o desconto, se aquela venda vai colocar ou tirar dinheiro do seu bolso. É a diferença entre girar estoque e financiar comprador.

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- O lucro de cada pedido, com as taxas que o marketplace cobrou
- Venda no prejuízo aparece em vermelho, não passa batido
- Mercado Livre, Amazon e Shopee somados na mesma conta
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Perguntas frequentes
O que é preço mínimo de venda?
É o menor preço em que uma venda ainda se paga sozinha. Nele, o valor que entra cobre o custo do produto, a comissão do marketplace, a tarifa fixa, o frete que fica com o vendedor e o imposto sobre a nota, sem sobrar nem faltar nada. Abaixo desse ponto, cada unidade vendida sai do bolso do vendedor.
Como calcular o preço mínimo de venda?
Separe os custos em dois grupos. No primeiro ficam os valores em reais: produto, embalagem, tarifa fixa e frete pago por você. No segundo ficam os percentuais que incidem sobre o preço: comissão, imposto e anúncios. O preço mínimo é a soma do primeiro grupo dividida por 1 menos a soma dos percentuais do segundo.
O preço mínimo de venda é igual no Mercado Livre, na Amazon e na Shopee?
Não. O mesmo produto tem piso diferente em cada canal, porque a comissão da categoria, a tarifa por unidade e a regra de frete não são iguais. No Mercado Livre o custo fixo ainda depende do tipo de logística do anúncio, então o piso pode variar entre dois anúncios do mesmo item dentro do próprio canal.
Posso vender abaixo do preço mínimo em uma campanha?
Pode, desde que seja uma decisão consciente e com prazo, como queimar estoque parado ou atrair avaliação em produto novo. O que não funciona é fazer isso sem saber: nesse caso o volume da campanha multiplica o prejuízo em vez do lucro, e o resultado só aparece no fechamento do mês, quando não dá mais para corrigir.
Preço mínimo de venda é a mesma coisa que markup?
Não. Markup é um multiplicador aplicado sobre o custo para chegar ao preço de tabela, e costuma ignorar que comissão e imposto incidem sobre o preço final. O preço mínimo é o piso calculado com esses percentuais no divisor, então ele diz onde a venda empata de verdade, e não quanto você gostaria de ganhar.
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