Resumo rápido
gerado por IA · pode conter imprecisõesUma planilha de precificação para marketplace só fecha a conta com nove colunas: preço, custo do produto, tarifa de venda, custo fixo por item, frete do vendedor, imposto, anúncios, desconto aplicado e provisão de devolução. Em 2026 duas delas deixaram de ser número fixo: no Mercado Livre o custo fixo depende também do modo de envio, e no Simples Nacional a alíquota da tabela só é a efetiva na primeira faixa. O resto só existe depois da venda.
- Uma planilha de precificação para marketplace precisa de nove colunas, e tarifa de venda e custo fixo por item são duas delas, nunca uma só.
- No Mercado Livre o custo fixo por item depende do preço e também do tipo de logística e do modo de envio do anúncio, então dois anúncios com o mesmo preço podem pagar valores diferentes.
- Na Amazon a comissão vai de 10% a 15% por categoria, com mínimo de R$ 1,00, e em Acessórios para eletrônicos e em Móveis ela cai para 10% acima de um valor de corte, o que exige fórmula em vez de percentual fixo.
- No Simples Nacional a alíquota da tabela só é a efetiva na primeira faixa do Anexo I, porque da segunda em diante existe um valor a deduzir.
- Desconto aplicado, frete real por destino, devolução posterior, tarifa que fecha depois do envio e custo de anúncios por pedido são cinco valores que só existem depois da venda.
Sua planilha diz que sobra 20% e o repasse do marketplace vem menor. Quase sempre o erro não está na fórmula: está numa coluna que não existe, ou numa célula com número fixo onde o canal aplica uma regra que muda. Abaixo estão as nove colunas que uma planilha de precificação para marketplace precisa ter em 2026, a conta que amarra todas elas e o que nenhuma planilha tem como calcular.
Quais colunas uma planilha de precificação para marketplace precisa ter?
São nove: preço de venda, custo do produto, tarifa de venda, custo fixo por item, frete pago pelo vendedor, imposto, custo de anúncios, desconto aplicado na venda e provisão de devolução. As três primeiras quase toda planilha tem. É da quarta em diante que a conta costuma quebrar, porque cada uma depende de uma regra do canal, e não de um número seu.
- Preço de venda. O preço que o comprador enxerga, e não o valor que cai na sua conta.
- Custo do produto. O custo daquela unidade na data da venda, não o da última compra. Quem repõe estoque com preço diferente e mantém uma célula só está calculando março com o custo de agosto.
- Tarifa de venda. O percentual do canal, que muda por categoria e por tipo de anúncio.
- Custo fixo por item. Um valor em reais cobrado por unidade em vendas de valor baixo. No Mercado Livre ele deixou de depender só do preço.
- Frete pago pelo vendedor. Depende do canal, do modo de envio, do peso e do destino.
- Imposto. A alíquota efetiva do seu regime, que não é a mesma da tabela.
- Custo de anúncios. Se você investe em ads, parte do que sobra já foi gasta para aquela venda acontecer.
- Desconto aplicado. Cupom, campanha e promoção relâmpago derrubam o preço depois que a planilha foi preenchida.
- Provisão de devolução. Uma venda devolvida costuma custar mais do que o lucro dela.
Qual é a fórmula do preço de venda em marketplace?
A fórmula parte dos custos em reais e divide pelo que sobra depois dos percentuais: Preço = (custo do produto + frete + custo fixo) ÷ (1 − tarifa % − imposto % − ads % − devolução % − margem desejada %). Dividir é o passo que quase toda planilha caseira erra, porque somar a margem ao custo entrega um preço em que a margem some junto com as taxas.
Vale ver a conta em cima de uma venda. Este exemplo usa um anúncio Clássico do Mercado Livre a R$ 100,00, com o topo da faixa oficial de tarifa e a primeira faixa do Simples Nacional:
| Linha | Valor |
|---|---|
| Preço de venda | R$ 100,00 |
| Tarifa de venda (Clássico, topo da faixa oficial, 14%) | −R$ 14,00 |
| Custo fixo por item (venda acima de R$ 79) | −R$ 0,00 |
| Imposto (Simples Nacional, 1ª faixa do Anexo I, 4,00%) | −R$ 4,00 |
| Custo do produto (o seu número, no exemplo) | −R$ 40,00 |
| Sobra antes de frete, anúncios e devolução | R$ 42,00 |
Repare no que essa tabela ainda não sabe. A tarifa do Clássico varia entre 10% e 14% conforme a categoria, segundo a Central de aprendizagem do Mercado Livre (consultada em 29/08/2026). No piso da faixa, a mesma venda deixaria R$ 46,00. São R$ 4,00 de diferença numa única unidade, decididos por uma célula que muita planilha preenche uma vez e nunca mais revisa.
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Por que o custo fixo do Mercado Livre não cabe numa célula fixa?
Porque ele deixou de ser função apenas do preço. A documentação de custos por vender do Mercado Livre, atualizada em 27/08/2026 e consultada nessa data, diz que o custo fixo passou a depender também do tipo de logística e do modo de envio do anúncio, e informa 02/03 como a data de ativação da nova estrutura no Brasil. Dois anúncios com o mesmo preço podem pagar valores diferentes.
A regra publicada ali é direta. Abaixo do limite de frete grátis obrigatório e com Mercado Envios 2, só o Flex (self_service) gera cobrança de custo fixo; os outros modelos do ME2 não geram. Em ME1, envio personalizado ou sem modo definido, o custo fixo é sempre cobrado quando o preço está abaixo desse limite. E acima do limite não há cobrança de custo fixo em nenhum caso.
A Central de aprendizagem complementa a faixa de baixo: produto abaixo de R$ 12,50 paga 50% do valor da unidade como custo fixo (uma venda de R$ 8,00 paga R$ 4,00, mais o percentual da categoria), entre R$ 12,50 e R$ 79,00 o custo fixo varia em três faixas de preço, e acima de R$ 79,00 ele não existe. Uma planilha que guarda só a faixa de preço acerta o vendedor que usa um modo de envio e erra o mesmo produto quando ele muda de modalidade. Detalhamos essa mudança em o que mudou no custo fixo do Mercado Livre.
Há ainda uma frase na mesma documentação que vale colar ao lado da sua coluna de tarifa: para o Brasil, o percentual pode variar por outros critérios além de categoria e tipo de anúncio, de modo que o mesmo produto pode ter comissões diferentes em momentos distintos. Célula fixa não representa isso.
Como a comissão da Amazon muda a coluna de tarifa?
Na Amazon a tarifa é por categoria e vai de 10% a 15%, com comissão mínima de R$ 1,00, conforme a página de preços para vender na Amazon (tabela marcada como atualizada em 20/01/2025, consultada em 29/08/2026). Comidas e bebidas ficam em 10%, Saúde e cuidados pessoais em 12%, Beleza em 13%, Roupas e acessórios em 14% e Livros em 15%.
Duas categorias não cabem em um percentual único, e é aí que a planilha precisa de fórmula em vez de número. Acessórios para eletrônicos e PC pagam 15% sobre os primeiros R$ 100,00 e 10% sobre o excedente; Móveis pagam 15% até R$ 200,00 e 10% sobre o que passar disso. Uma célula com "15%" cobra a mais de si mesmo em qualquer venda acima do degrau.
Fora da linha do produto ainda existem custos que não são percentuais da venda: o Plano Profissional é gratuito no primeiro ano para novos vendedores e passa a custar R$ 19,00 por mês a partir do 13º mês, enquanto o Plano Individual não tem mensalidade e cobra R$ 2,00 por produto vendido. O parcelamento sem juros, quando ativado, cobra 1,5% sobre as vendas dos itens cadastrados, para produtos a partir de R$ 40,00. E a tarifa de logística do FBA é por unidade, calculada sobre peso, preço e dimensão, o que significa que um valor único de frete na planilha não sobrevive a um catálogo com produtos de tamanhos diferentes.
O que muda na planilha em cada marketplace?
Muda a origem de quase toda coluna, e é por isso que uma aba só para os três canais costuma não fechar. A estrutura das nove colunas continua a mesma; o que troca é quem define o valor e quando esse valor fica conhecido.
| Coluna | Mercado Livre | Amazon | Shopee |
|---|---|---|---|
| Tarifa de venda | por categoria e por tipo de anúncio (Clássico ou Premium) | por categoria, com degrau por valor em algumas delas | conforme a tabela vigente publicada pelo canal |
| Custo fixo por item | depende do preço e também do modo de envio | não há custo fixo por faixa de preço, e sim comissão mínima de R$ 1,00 | conforme a tabela vigente publicada pelo canal |
| Frete do vendedor | conforme modo de envio e faixa de preço | conforme programa logístico, com tarifa do FBA por peso, preço e dimensão | conforme o programa de frete do canal |
| Onde a regra é publicada | Central de aprendizagem e documentação de custos por vender | página de preços para vender na Amazon | Centro de Educação do Vendedor |
A Shopee publica as condições dela no Centro de Educação do Vendedor, e este post não repete percentuais que não puderam ser conferidos hoje direto nessa fonte. O recorte com fonte está em por que o repasse da Shopee vem menor, e a simulação por venda fica na calculadora da Shopee. Para os outros dois canais, a calculadora do Mercado Livre e a calculadora da Amazon fazem a mesma conta da tabela acima sem planilha.
Qual alíquota entra na coluna de imposto?
A alíquota efetiva, que só é igual à da tabela na primeira faixa. No Anexo I do Simples Nacional (comércio), a primeira faixa vai até R$ 180.000,00 de receita bruta em 12 meses e tem alíquota de 4,00%, sem valor a deduzir. Da segunda faixa em diante entra uma parcela a deduzir: entre R$ 180.000,01 e R$ 360.000,00 a alíquota nominal é 7,30% com R$ 5.940,00 a deduzir, segundo a Lei Complementar 123/2006 na redação vigente desde 01/01/2018 (consultada em 29/08/2026).
Na prática, quem digita 7,30% na planilha ao entrar na segunda faixa cobra de si mesmo um imposto maior do que o devido, e chega a um preço acima do necessário. Vale conferir a alíquota efetiva do seu faturamento acumulado com o seu contador antes de travar essa célula, e revisá-la quando o faturamento mudar de faixa.
Uma planilha gratuita, como a do Sebrae, resolve?
Resolve a parte que não depende do canal, que já é bastante: organizar custo, margem desejada e a estrutura do cálculo. O Sebrae mantém a página Planilha e calculadora de precificação para marketplace, e material gratuito é um bom ponto de partida para quem ainda precifica no olho.
Antes de confiar em qualquer planilha pronta, grátis ou paga, pode ser interessante conferir três pontos: se a tarifa é uma fórmula por categoria em vez de um percentual único; se existe coluna de custo fixo por item separada da coluna de frete; e se o imposto aceita alíquota efetiva. Faltando os três, a planilha vai fechar bonito e o repasse vai continuar vindo menor. Quem quiser o passo anterior a esse encontra a conta completa em como calcular a margem de lucro em marketplace.
O que uma planilha de precificação não tem como calcular?
Cinco coisas, e nenhuma delas é culpa de quem montou o arquivo. Planilha é uma foto do dia em que foi preenchida; o que segue abaixo só existe depois da venda, ou depende de um dado que o arquivo não recebe.
- O desconto que foi aplicado naquela venda. Cupom e campanha derrubam o preço depois do preenchimento.
- O frete real por destino. O valor muda por peso, dimensão e endereço do comprador.
- A devolução que veio depois. Ela cancela a receita e costuma manter parte do custo.
- A tarifa que só fecha depois do envio. Enquanto o canal não informa o repasse, o valor daquele pedido é desconhecido.
- O custo de anúncios daquele pedido. A verba é do dia e do anúncio, não da linha da planilha.
É exatamente esse pedaço que a Lupfy cobre. Ela lê os pedidos já fechados de cada canal e aplica comissão, tarifa, frete e imposto pedido a pedido, em vez de repetir a estimativa da planilha; o custo de anúncios entra onde o marketplace disponibiliza o dado, o que hoje não inclui a Shopee, porque ela não abre a API de anúncios para ferramentas de terceiros. Na Shopee, enquanto o canal ainda não fechou o repasse daquele pedido, a tarifa aparece vazia em vez de R$ 0,00, para você não somar um zero que não é zero.
O custo de SKU também acompanha a data: dá para registrar que um produto passou a custar outro valor a partir de um dia, e a venda de março continua sendo calculada com o custo que valia em março. Se você quiser continuar na planilha, tudo bem, e as nove colunas acima já melhoram a sua. A diferença é que a planilha guarda o que você espera de cada venda, e o painel mostra o que de fato sobrou depois que ela aconteceu. Para descobrir o piso abaixo do qual não vale vender, vale ver também como calcular o preço mínimo em cada marketplace.


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- O lucro de cada pedido, com as taxas que o marketplace cobrou
- Venda no prejuízo aparece em vermelho, não passa batido
- Mercado Livre, Amazon e Shopee somados na mesma conta
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Perguntas frequentes
Qual é a fórmula de precificação para marketplace?
O preço sai da divisão, não da soma: preço igual a custo do produto mais frete mais custo fixo, tudo dividido por 1 menos tarifa, menos imposto, menos anúncios, menos provisão de devolução e menos a margem desejada, todos em percentual. Somar a margem ao custo faz a margem desaparecer junto com as taxas.
A planilha de precificação do Sebrae serve para marketplace?
O Sebrae mantém a página oficial chamada Planilha e calculadora de precificação para marketplace, e material gratuito ajuda a organizar custo, margem desejada e a estrutura do cálculo. Antes de adotar qualquer planilha pronta, vale conferir se a tarifa é fórmula por categoria, se o custo fixo por item tem coluna própria e se o campo de imposto aceita alíquota efetiva.
Quanto o Mercado Livre cobra de custo fixo por venda?
Depende do preço e do envio. Produto abaixo de R$ 12,50 paga 50% do valor da unidade, entre R$ 12,50 e R$ 79,00 o custo fixo varia em três faixas de preço e acima de R$ 79,00 ele não existe. Com a nova estrutura de custos de envio, o valor passou a depender também do tipo de logística e do modo de envio do anúncio.
Qual alíquota de imposto usar na planilha de precificação?
A alíquota efetiva do seu regime, e não a nominal da tabela. No Anexo I do Simples Nacional a primeira faixa vai até R$ 180.000,00 em 12 meses e tem 4,00% sem dedução; da segunda faixa em diante entra um valor a deduzir, então a alíquota efetiva fica abaixo da nominal. Vale confirmar o número com o seu contador.
Dá para usar a mesma planilha no Mercado Livre, na Amazon e na Shopee?
A estrutura das nove colunas serve para os três, mas os valores não. Cada canal define a tarifa por regras próprias, cobra ou não cobra custo por item, tem programa logístico diferente e informa o repasse em momentos diferentes. O caminho que costuma funcionar é uma aba por canal com as mesmas colunas e fórmulas separadas.
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